sábado, 20 de março de 2010

Carta de Suicídio.

Adeus.

Adeus ao vento, que acaricia a minha pele quando me sinto feliz.
Adeus aquela chuvinha de fim de tarde que existe na metade do ano nessa cidade cinza.
Adeus aos meus melhores amigos, Tchucky, Sky, Rafa, Késs, Henrique, Jann, Isa e Edu.
Adeus R.sigma, KiLLi, Condessa Safira, Vilania, Columbia, Zebra Zebra, My Chemical Romance e Lady Gaga.
Adeus Tam, Tam Cargo, e todos os seus esquifes.
Adeus a mim, a você.
Adeus Verônica, que eu penso todo dia como se ela fosse o meu anjo da guarda.
Adeus a fome, ao oq não ter pra comer, a necessidade de pensar em como ir trabalhar no dia seguinte.
Adeus as roupas velhas que tenho, as roupas sujas que nao tem lugar pra lavar.
Adeus ao meu pai por quem choro, a minha mãe que não a vejo faz mais de anos.
Adeus mundo.


Enquanto isso, continuo nesse estado vegetativo, sobrevivendo cada dia esperando o nada acontecer. inércia

4 opiniões:

Quéçi disse...

não há dor depois que passa, só há a sensação de dever não cumprido.

Jun disse...

Cada um, enquanto individuos carregando suas dores, desesperadamente vivendo a repetição do dia-a-dia.

cinthia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cinthia Bessa disse...

A boa e velha inércia de afago humano.